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A implantação do Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA) será monitorado e avaliado continuamente pelo Sistema de Indicadores de Desenvolvimento Regional da Amazônia Legal (Sideram). A implantação desse Sistema foi objeto do convênio assinado na manhã desta quarta-feira, 24, entre a Sudam e a Universidade Federal do Pará (UFPA). Participaram da assinatura, pela Sudam, o superintendente, Djalma Mello; o diretor de planejamento e articulação de políticas, Pepeu Garcia e o coordenador-geral de planos de desenvolvimento Adagenor Ribeiro, e pela UFPA, o reitor, Carlos Maneschy; o diretor-adjunto do NUMA, Wagner Barbosa e o coordenador do Projeto, Noberto Fenzl.
O PRDA é o Plano, em fase de elaboração pela Sudam, que prevê conceitos, metas e diretrizes para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. O Sideram é parte do processo de formatação desse Plano e atuará especificamente na construção de um conjunto de indicadores de desenvolvimento que vão recomendar estratégias de médio e longo prazo para o aperfeiçoamento do PRDA. “Os indicadores deverão mostrar como os resultados que se espera do PRDA devem ser alcançados”, disse Pepeu Garcia, lembrando que o Plano deverá ter a capacidade de reunir um conjunto de conceitos e práticas executáveis.
De acordo com o projeto referencial o Sideram deverá ser composto dos seguintes indicadores: educação, saúde, serviços, transportes, saneamento, habitação, energia, proteção a grupos socialmente vulneráveis, ciência, tecnologia e inovação, industrialização, pesca, pecuária, agricultura e floresta, ordenamento fundiário, turismo, mineração, exportação, integração econômica e proteção ambiental e unidades de conservação. Os primeiros resultados devem ser apresentados no prazo de 12 meses e a após validados os indicadores, o Sideram será disponibilizado no site da Sudam.
Para o superintendente da Sudam, Djalma Mello, sem os indicadores a Sudam não teria como acompanhar com eficácia a execução do PRDA e destacou a parceria com a UPFA como mais uma etapa de consolidação do Plano. “O PRDA vai mostrar claramente que não podemos pensar em desenvolvimento sem pesquisa e tecnologia. Para isso, é indispensável a parceria com as universidades”. Carlos Maneschy lembrou que o sistema de indicadores deve considerar a complexidade da Amazônia e que o monitoramente do PRDA representa uma mudança de foco da Sudam na formatação do desenvolvimento da Amazônia. “A Sudam vive um novo momento de concepção frente ao desafio do desenvolvimento sustentável e a parceria com a universidade é indispensável nesse processo”, concluiu.
Publicação: 24/2/2010
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